
O perfil sonoro descreve como o fone equilibra graves, médios e agudos e influencia a forma como a música soa. Cada perfil tem características próprias de resposta em frequência.

Os graves aqui têm um comportamento muito bem definido tecnicamente.
O pico estrutural está em ~100 Hz com +3.5 dB, enquanto o subgrave (30–60 Hz) fica ainda acima, cerca de +1.5 dB em relação ao pico.
Isso explica por que o grave é percebido como profundo e presente.
Ao mesmo tempo, a região de 120–250 Hz está cerca de −4.5 dB abaixo do pico, o que reduz o acúmulo de energia no midbass.
Resultado direto da medição:
Esse comportamento é reforçado pelo uso de driver dedicado de ~11 mm para graves, que ajuda a manter essa separação estrutural.
Os médios mostram um comportamento bem característico na curva.
A região de 250–800 Hz está cerca de −1.5 dB em relação ao médio central, o que traz uma leve redução de corpo.
Já a região de presença (2–4 kHz) sobe para cerca de +5.3 dB acima do médio central.
Isso explica diretamente:
Mas também traz um efeito colateral:
Em volumes altos, essa região pode gerar fadiga, porque é onde o ouvido humano é mais sensível.
Portanto é um fone que ganha pontos na reprodução de músicas clássicas, orquestrais e vocais.
Os agudos seguem uma linha mais controlada.
Existe um leve ganho na região de definição (5–8 kHz), mas sem exagero. Isso mantém o nível de detalhe sem deixar o som agressivo.
Já na extensão (8–12 kHz), há uma queda moderada, e acima disso a redução continua.
Resultado: bom nível de detalhe, mas sem muita sensação de ar.
A região acima de 12 kHz apresenta uma queda mais acentuada em relação aos agudos principais.
Isso indica:
Interpretação:
O fone segue a base da Harman, mas com uma abordagem mais segura e menos agressiva.
Ele troca um pouco de brilho e projeção por conforto e controle.
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