
O perfil sonoro descreve como o fone equilibra graves, médios e agudos e influencia a forma como a música soa. Cada perfil tem características próprias de resposta em frequência.

Os graves são a região mais dominante do fone.
O pico estrutural ocorre próximo de 60 Hz, cerca de +11 dB acima do eixo tonal, e o subgrave entre 30–60 Hz também aparece bastante elevado.
Isso significa que o fone entrega bastante energia nas frequências mais profundas, responsáveis pela sensação de impacto e peso da música.
Esse comportamento é especialmente perceptível em estilos como eletrônica, hip-hop e pop, onde o grave profundo tem grande importância na mix.
Um ponto técnico interessante é que a região de 120–250 Hz fica cerca de −8 a −9 dB abaixo do pico do grave.
Isso é algo positivo porque essa faixa corresponde ao chamado midbass alto, onde muitas vezes ocorre excesso de energia em fones com graves muito fortes.
Quando essa região é exagerada, o som pode ficar embolado, já que instrumentos como bumbo, baixo, guitarras e até partes das vozes ocupam esse mesmo espaço de frequência.
Benefícios desse ajuste:
A região de médios apresenta um leve recuo estrutural.
Entre 250 Hz e 800 Hz, os médios ficam cerca de 2 dB abaixo da média central (800 Hz – 2 kHz).
Isso reduz um pouco a densidade harmônica dos instrumentos, o que pode fazer guitarras, pianos ou vozes masculinas soarem um pouco mais leves.
Por outro lado, a região de presença (2–4 kHz) sobe aproximadamente +6 dB acima do médio central.
Essa faixa é muito importante para a clareza da voz e da fala.
Esse aumento faz com que os vocais apareçam com mais destaque na música.
Benefícios desse comportamento:
A região de agudos é relativamente equilibrada.
Entre 5–8 kHz, os valores ficam próximos do eixo tonal, cerca de +0.5 dB em relação a 1 kHz, o que indica que o fone não exagera no brilho.
Além disso, a extensão entre 8–12 kHz permanece estável, com diferença inferior a 1 dB, mostrando que o fone consegue manter boa continuidade nas frequências mais altas.
Após analisar o comportamento de graves, médios e agudos, também avaliamos a distorção harmônica total (THD), que indica o quanto o driver consegue reproduzir o som sem deformar o sinal original.
Nas medições realizadas, a distorção permaneceu majoritariamente entre 0.05% e 0.17% em todo o espectro, valores bastante baixos para um fone Bluetooth TWS. Tecnicamente, qualquer valor abaixo de 1% já é considerado excelente para esse tipo de produto.
Isso não significa automaticamente que o fone terá desempenho perfeito em todos os aspectos sonoros, mas é um indicador importante de que não existem limitações relevantes relacionadas à distorção. Em outras palavras, os números mostram que o driver está funcionando de forma limpa e estável, sem sinais de problemas mecânicos ou deformação perceptível do som.
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